Painel oficial de júris 2014

Francisco Mendes

Francisco Mendes, apresentador, foi durante 10 anos uma das caras da RTP, apresentando vários programas televisivos.
Para além da televisão, tem trabalhado como apresentador dos mais variados eventos para empresas ou autarquias.

Adepto de Surf e amante dos desportos de Mar, foi convidado pela SurftotalTV (RTP) em 2010 para fazer a cobertura da etapa WCT em Peniche.
Em 2013 foi convidado para ser comentador das 10 provas do circuito Mundial de Surf no canal FUELTV, e na etapa de Peniche foi o apresentador do programa Coffee Break, programa esse que fazia o resumo diário e em directo do campeonato.

Em 2014 faz parte da equipa de comentadores de Surf da SPORTV. 

 

Miguel Bretiano 

Nascido em Moçambique, Miguel Bretiano é cineasta, realizador, repórter de imagem em televisão ou, o termo que mais gosta... filmmaker. Trabalha para a TVI desde 1993. Começa como repórter de imagem em 1998 na estação onde está até hoje, tendo realizado trabalhos jornalísticos em todos os continentes.

Tem no documentário a sua grande paixão.
Em 2012 co-realiza, com Maria Eça e Vasco Crespo, o filme "Doze", menção honrosa na 1a edição do SAL, e premiado em vários festivais internacionais. Juntos criam o Office Film Stor3 no mesmo ano.
Em 2013 selecciona os filmes para a 2a edição do PSFF. 

 

Rui Ribeiro 

Rui Miguel Soares Ribeiro, nascido a 9 de Março de 1975. Iniciei-me nas ondas em Santa Cruz, com 15 anos. Na altura fazia bodyboard e até aos 20 mantive-me no BB. Aos 20/21 entrei no surf através do Longboard como alternativa ao BB nos dias pequenos. Acabei por deixar o BB depois de muitas lesões nas costas e a paixão pelo surf aumentar. A evolução foi sempre lenta, feita ao ritmo do pouco tempo livre. Em 1998 entrei para a RTP como técnico de gestão de sistemas. Em 2005 criei com dois amigos a produtora In The Bin que na altura fez o programa para tv, Profiles. Infelizmente as dificuldades de financiamento forçaram o encerramento em 2007. Nesse mesmo ano criei um blog para partilhar a minha paixão pelas pranchas de surf e nasceu a Magic Quiver. De blog passou a loja online, importando shapes alternativos da Califórnia. Em 2009 junto-me ao Nico na Wavegliders onde fazia as vendas, promoção, marketing, etc. Em Novembro desse ano trazemos a Portugal o shaper Josh Hall e dá-se início à internacionalização da Magic Quiver. Desde aí já trouxe a Portugal mais nomes como Ryan Lovelace, John Wesley ou Neal Purchase Jnr. Pelo meio colaboro com o site Drift Surfing e o jornal KOOK.

Em 2011 decido abandonar a RTP e dedicar-me por inteiro à Magic Quiver.
A Magic Quiver Surfshop abre na Ericeira em Março de 2012.
No Inverno de 2013/14 juntei-me com o Mario Wehle e reformulámos o conceito Magic Quiver introduzindo um pequeno café no espaço.

Desde 2006 que não surfo de thruster. Single fins, Twins, Quads, 2+1... vale tudo menos high performance shortboards. O surf é diversão, são momentos que marcam, não uma competição comigo ou com os outros. As pranchas são a ligação com as ondas e devem surfar de forma natural, fluida, sem forçar, sem destruir. Just glide and have fun! 

Pedro Patrocínio 

Viajante por natureza e com sede de conhecimento e cultura, Pedro desde cedo procurou o desconhecido e o inalcançável.

Rumou ao Brasil para se licenciar em Cinema na Universidade Gama Filho, fotografou diversas séries documentais, programas de televisão, bem como diversos videoclips, onde se destaca um trabalho com o artista Mc Playboy, considerado o melhor videoclip Funk de 2005.

No âmbito deste último projeto entrou numa pesquisa exaustiva para a concretização do primeiro filme sobre a vida na favela, alonga-metragem “Complexo: Universo Paralelo”, rodada no Complexo do Alemão.
O filme estreou no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e arrecadou vários prémios, entre os quais o de Melhor Filme Internacional na categoria de Direitos Humanos, no Artivist International Film Festival

em Hollywood e o de Melhor Documentário 2012 nos festivais Caminhos do Cinema Português e no Cabo Verde International Film Festival.
De regresso ao mercado artístico português, Pedro ganhou o prémio de Melhor Fotografia no Festival de Cinema de Vila do Conde, com o filme documentário
“Fire Memories”, de Frederico Miranda, e foi diretor de fotografia de diversos projetos, onde se incluem videoclips de música de artistas como Da Weasel, Frankie Chavez, Sam the Kid, Mia Rose entre outros. Foi ainda responsável por publicitárias para marcas como a Nike, Vodafone, fundação EDP, Rádio cidade, Crédito Agrícola e os CTT tendo construído e realizado com o seu irmão, Mário, e em parceria com a Red Bull Media Pool, toda a identidade da plataforma artística Red Bull House of Art. O filme “I Love Kuduro”, longa-metragem documental filmada em Angola, é o seu mais recente projeto como director de fotografia e retrata o kuduro enquanto fenómeno urbano que arrasta multidões de jovens em África, e que se começa a expandir um pouco por todo o mundo, recentemente ganhou prémio de Melhor fotografia no festival de cinema internacional Cineport, Brasil. O filme é assinado pela BRO produtora de cinema da qual é sócio fundador com o seu irmão, Mário.

Acabou de lançar a sua primeira curta metragem documental como realizador, “Mission Papoa” e acaba de ganhar o festival Madswell como melhor curta metragem, um filme que retrata a aventura e superação de um grupo de surfistas em busca de uma nova onda desconhecida no centro de Peniche, neste momento o filme encontra-se a rodar o circuito de festivais pelo mundo.

É sócio e fundador da BRO, uma produtora todo-o-terreno” e tem como objetivo desenvolver projetos que contem o que se passa no mundo e que possam contribuir para melhorar a sociedade ou incentivar mudanças. 

Diogo Alpendre 

Diogo Alpendre é surfista há mais anos do que a sua qualidade de surf mostra. Talvez por isso, sabendo que o talento não morava consigo, optou por investir em conhecer a cultura de surf em todas as suas facetas. Criou um blog, foi editor na SURFPortugal e faz webcasts em Portugal e estrangeiro, o que concilia com o seu actual trabalho como jornalista e produtor no Go-S.Tv. Acima de tudo gosta de surf e fica feliz por o poder fazer em Lisboa. 

 

Bruno “Stuck” Garrudo 

 

Uma fotografia, a preto e branco. E tanto por contar. Ribatejo, finais dos anos 80. Um barracão, um quarter pipe, um skate, dois irmãos; epígrafes, símbolos e logotipos a cheirar a mar; mas tão longe do mar, e de tudo. Portugal ainda tinha esperança e a velha televisão lá de casa, também ela a preto e branco, só tinha dois canais. Bruno Garrudo estava noutra; já sonhava muito para além daquilo que os seus olhos viam: com o mar, com as ondas e com o surf, em que corria linhas imaginárias e intermináveis depois de folhear as raras mas preciosas revistas de surf disponíveis na época. Dali para a realidade, feita no caos dos subúrbios de Lisboa, onde Bruno se aprisiona em Stuck e liberta a sua identidade de então e de sempre no cinzento da cidade. A street art, então em fase pré-histórica, e longe da actual aprovação institucional, foi a primeira das suas intervenções e a sua forma de expressão artística (quase) predilecta precedida pelo surf, que aos poucos, e finalmente, passou das páginas de revistas para o culminar arrebatado de longas viagens por entre a cidade para as praias à volta de Lisboa. Uma aventura, à escala. Uma escala que ao longo dos anos se foi ampliando, tanto quanto os horizontes que foram fascinando Stuck. Viagens a destinos remotos e o contacto com novas culturas trouxeram, para além de enriquecimento pessoal, novas formas de expressão, como a fotografia e a escrita. E se a street art tinha surgido como consequência de uma experiência urbana castradora, a fotografia apareceu, nas viagens, num contraste perfeito, como resultado da mais pura liberdade. Longe de ter abandonado a sua postura activista, Stuck reconhece que hoje os lugares intervêm mais nele do que ele nos lugares. O paradigma não mudou: este é apenas o reconhecimento humilde do equilíbrio de quem encontrou o seu caminho. No caso de Stuck, um trilho feito ao seu ritmo, à sua maneira, e partilhado, longe do histerismo instantâneo da era digital, de uma forma tão discreta quanto preciosa. Com a sua presença, palavras, e arte, sempre com tanto por contar. Como aquela fotografia, a preto e branco.

Manuel Castro 

 

JÚRI DE FOTOGRAFIA SAL 2014

João Bracourt 

João Bracourt é um fotógrafo que vive por terras do Sul, mais precisamente perto de Sagres, que todos conhecerão como a histórica ponta mais sudoeste de Portugal. Passava ali descansadamente a vida, apanhando marisco, até que um americano qualquer lhe vendeu uma caixa estanque. Vendeu então a alma à Nike e à Mercedes, mas também à revista Stab, tendo sido finalista na competição Red Bull Illume.

João Bracourt é um dos melhores fotógrafos aquáticos, nascido na Figueira da Foz, mas morando no mar.”

Gonçalo Cadilhe, escritor